quinta-feira, 23 de julho de 2009

Homenagem ao meu Pai...

MINHA MALA.


Tenho apenas a deixar uma lição de vida, com muito aprendizado e uma visão pessoal dos fatos de minha história e conceitos vivenciais. Uma de minhas manias, ao longo de minha trajetória existencial, de MUITOS ANOS foi resolver trazer comigo uma bela mala de viagem. Esta é simples, feita de retalhos de reflexões e recordações. Mas esta mala representa para mim, tudo quanto fui e sou, pois nela está, virtualmente toda a minha existência.. Se fores abri-la, irás ver com os olhos da materialidade, que está aparentemente VAZIA, mas se conseguires enxergar com os olhos da alma e da compreensão, aí, então, verás como ela esta abarrotada do quanto coloquei dentro, para poderes entender que vou fazer minha última e derradeira viagem em PAZ.

Cada pequeno espaço de minha mala contém uma história: amor, decepção, erros, acertos, tristezas e alegrias. Enfim, toda uma vida, de um pequeno ser humano e espiritual, que sou eu, e que habitou por algum tempo um corpo de correção e imperfeições.

Se queres mesmo saber, esta mala está pronta desde o dia em que tomei conhecimento do espaço que ocupei e faço parte, e de como, como deveria extrair e ter alcançado o maior proveito desta vida terrena.

O seu conteúdo, dessa mala, é sempre proporcional ao tempo e fatos de minha vida, traduzida em capítulos, de bom e ruim, continentes de ações e realizações existenciais, em minha de execuções, aprisionadas em minha vida.

Cada um de nós é um volume, repleto de aventuras, de façanhas, de histórias. Personagens povoaram páginas e participaram de episódios, deixando marcas mesmo quando virei às folhas e iniciei um outro rumo, muitas vezes, que pode ter sido menos interessante e prazeroso daquele que idealizei.
Mas, a grande angústia do ser humano; ao, de, diante da felicidade, não por poder retê-la e deixa-la escapar.

A alma sorri e a sensação de plenitude invade e aquece o peito nas ocasiões em que por do elixir da ventura. Por que não exaltar o belo, mantê-lo e perpetuá-lo?

Acontece que a lembranças suprem o vazio que a felicidade deixa ao sair. Recordar ameniza, nas não é o suficiente.

Agora, frente a tantas estas essas constatações, vejo justificado o costume reiterado que tive e tenho de fotografar a minha existência. Sou colecionador de fatos. Documento os mesmos e a falta do que sinto e do que compartilhei ou não. Porém, a dura realidade insistente e arrogante, mostrou-me e me mostra seu poder de trocas, sem poder de barganhas. O que passou, passou. Os capítulos foram escritos e lidos e as páginas viradas. Os fatos da vida são meras desculpas para aliviar a solidão, invisíveis e intocáveis. Somente fica a inerte imagem que me fica impressa, no ritual de minha existência e no fundo de minha alma, como o bem com o a vida. Os próximos episódios são incógnitos, apesar dos vários planos e projetos que tive em mente.

De repente, por estar inserido em algum capítulo que o desconhecido traçou para mim. E é bem provável que eu seja um personagem na história de quem lê o qtar sempre pronta com escritos do cotidiano, essa, sem medos, sem culpas. O que já vivi é um capítulo a parte. O que vou viver é o que me surpreenderá num capítulo inédito, que talvez irei viver e que me surpreenderá,, até. Poderei estar inserido em algum outro, que o desconhecido escreveu para mim.

MNHA MALA, a esta s quase pronta.. Ela é de minha exclusividade e eu vou carregá-la sempre comigo e levá-la ao para plano seguinte, quando, então, irei abri-la frente ao Senhor e expor minha alma nua e convicta de mais uma etapa existencial cumprida ou não, mas sempre buscando melhorar e crescer!!! ...

Tenho, assim, minha mala pronta, de lucros e prejuízos pessoais, e do quando fiz de bom comigo e do quanto infligi a mim, e o mesmo à quantos a quem amei, o que me gratifica e também me angustia, mas que, pode, assim, servir para uma sincera passagem e enquanto o trem não chegar, acumulada de experiências de belos e felizes dias, de frustrações e desilusões, na espera do viver, enquanto aguardo na estação da partida. A mala pode estar pronta, mas o conteúdo talvez ainda não, porque nela pode, ainda, se conter algo mais, se o tempo me permitir.

Quando, finalmente, estiver repleta, estarei pronto para a partida, mas com o sentimento de que seguirei com sentimento de gratitude e consciência do sentido de minha existência, dotada da sensação de que tive o privilégio de ter vivido e do que fiz o melhor que podia – se é que fiz, mas com a total certeza de que será uma bela e proveitosa viagem, já que parto em busca de crescimento e redenção do que fui, do que fiz e do que não fui capaz de fazer, e pelo que espero poder ser, quiçá, o melhor, em relação a mim e aos outros.

Queiramos ou não, somos escritores de um livro raro com capítulos vários e múltiplos de figuras inseridas, em que pensamos e narramos a nossa VIDA.

E tu, também estarás fazendo a tua MALA???

João Tajá..

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